13.10.07

O Holocausto Africano

O continente africano sobrevive, por pouco tempo, num ostracismo profundo por parte da Europa e dos Estados Unidos.

Depois dos massacres no Ruanda, da problemática da Serra Leoa, dos Conflitos no Sudão, do apartheid, nós ocidentais continuamos a olhar para África como se não fosse um problema nosso, o que na verdade é.

A Conferência de Berlim iniciada em 1884 divide arbitrariamente o continente. Estiveram presentes a Grã-Bretanha, a França, Portugal, a Bélgica, a Espanha, a Itália e Alemanha. Estava na mesa a gestão das colónias. Pegou-se num lápis, num papel, numa régua, num esquadro e : este é meu e este é teu. Foi assim a divisão do grande continente africano. A violência em que se deu esta divisão provocou grandes distorções nas estruturas económicas, sociais e culturais dos territórios.

Décadas depois, com as duas grandes guerras, processa-se as descolonizações. O tempo é de construir a Europa, e abandona-se África.

Actualmente, o Zimbabwe (antiga Rodésia e antiga colónia da Coroa inglesa), país independente desde 1980 e liderado desde então por Robert Mugabe, vive num clima ditatorial, numa crise economia, e onde os direitos humanos são mínimos.

A propósito da Cimeira Euro África a realizar-se no próximo dezembro, o Gordon Brown, o tal Prime Minster de inglaterra e amigo dos McCan, já avisou que não estará presente se Robert Mugabe estiver.A mim soa-me a “não temos nada a ver com isto, só estivemos na Rodésia a roubar ouro e não no Zimbabwe”. Tanta Hipocrisia.